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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

CAMINHAR JUNTOS




"É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!

Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo."

Fernando Pessoa

terça-feira, 5 de abril de 2011

REVER-TE



Rever-te querido...

foi reacender  a chama do amor
Chama, que eu pensava estar apagada em meu coração.
Estava apenas adormecida, bastou rever-te e novamente o amor despertou.
Como estas belo! Os teus cabelos grisalhos tombado em tua fronte.
Teu olhar penetrante a fitar os meus.
Tuas mãos quentes apertando as minhas tão frias e trêmulas.
Como quis afagar teus cabelos, beijar tua boca, me sentir entre teus braços.
Impossível... Você pertence à outra, eu tenho alguém em minha vida.
Então, o que me resta querido...
É viver de sonhos, porque só nos meus sonhos, eu posso ser tua.
Dalva Nascimento

sexta-feira, 1 de abril de 2011

QUERER



Querer (Pablo Neruda)

Não te quero senão porque te quero
E de querer-te a não querer-te chego
E de esperar-te quando não te espero
Passa meu coração do frio ao fogo.
Te quero só porque a ti te quero,
Te odeio sem fim, e odiando-te rogo,
E a medida de meu amor viageiro
É não ver-te e amar-te como um cego.
Talvez consumirá a luz de janeiro
Seu raio cruel, meu coração inteiro,
Roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu morro
E morrerei de amor porque te quero,
Porque te quero, amor, a sangue e a fogo.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

AMIGA

Amiga de verdade! Difícil de encontrar, mas existe! 

AMIGA

És como a primavera
Florida, bela, perfumada
És por todos, admirada
e também muito amada.
És da sabedoria, semeadora.
Lealdade!
Sua melhor qualidade.
És como o amanhecer
lindo, claro como o raiar do sol
Trazendo a esperança para um novo alvorecer
cheio de paz e alegria.
A todos contagia
com sua meiguice e carinho.
És como o entardecer
Dando-nos a certeza e esperança
Pra ver um novo dia nascer.
É aquela que estende a mão
quando sucumbirmos ao chão
por sofrimento, angustia, ou medo.           
É aquela que eleva nosso ego e consola
Que enfrenta os desafios
Que da carinho e protege.
Simplesmente e  unicamente
por AMOR...
Dalva Nascimento.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

CATÁSTROFES...o que temos com isto?



Nossos pensamentos e sentimentos ruins... são depositados em tudo na Natureza a nossa volta.
Os pensamentos da própria humanidade.
Então ocorrem os vendavais, os terremotos, as enchentes, os furacões...
São uma tentativa dos Elementais expelirem para fora o ódio, a discórdia e tudo de ruim que o homem deposita sobre a Terra, sem falar na poluição física: os rios sujos, o desmatamento, a fumaça no ar.
Seria um paraíso se o homem aprendesse a amar, se o homem fosse menos egoísta...
Em torno da Terra ficaria uma Aura de bons sentimentos que seriam absorvidos pelos Elementos da Natureza e devolvidos em forma de ar puro, de bençãos permitidas pelo Criador.
Mas enquanto o homem não entender e aprender, muito terá que ser feito para reconstrução de cidades, para restaurar o ser humano... e muitos continuarão a sofrer pelo sofrimento de crianças inocentes, senão na fome e miséria imputadas a eles por uma indústria que muito interessa a "jogadores" políticos ou por catástrofes que a muitos surpreendem pela violência e tristezas que geram.
A culpa não é dos Elementais, a culpa não é de Deus, a culpa não é da Natureza... a culpa é tão somente nossa!
Mudemos os pensamentos, os sentimentos e as ações... 
Muito ainda precisamos nós e os "muitos" que virão, desta Nave abençoada que se chama Terra.

Autora: Kira, Penha Gonçales
http://almadapoetakira.blogspot.com/

terça-feira, 30 de novembro de 2010

UM BEIJO

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, que abandonou os cursos de medicina e direito para se dedicar à poesia. 



UM BEIJO

Foste o beijo melhor da minha vida, 

ou talvez o pior...Glória e tormento, 
contigo à luz subi do firmamento, 
contigo fui pela infernal descida! 

Morreste, e o meu desejo não te olvida: 
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento, 
e do teu gosto amargo me alimento, 
e rolo-te na boca malferida. 

Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo, 
batismo e extrema-unção, naquele instante 
por que, feliz, eu não morri contigo? 

Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto, 
beijo divino! e anseio delirante, 
na perpétua saudade de um minuto...
Olavo Bilac

sábado, 20 de novembro de 2010

INFÂNCIA




MEUS AMIGOS (AS)
Bons tempos aqueles, brincávamos de verdade,era brincadeira de esconde, esconde,

pega, pega, andar de bicicleta, (tomei tanto tombo hehehe) tomar banho de rio.
Éramos felizes! Não sabíamos que ao crescer perderíamos toda essa magia.
As crianças de hoje vivem num mundo artificial, cheio de violência, boa parte dos amigos dessa hera de conhecimentos são virtuais.Internet, controle remoto, jogos de playstation,tudo isso as levará ao sedentarismo e obesidade. 
Na minha época éramos crianças ativas e sadias.
Da saudade e tristeza olhar para trás lembrar dos amiguinhos
que fizeram parte da minha infância. Alguns tenho noticias, outros já partiram.
Foram morar com Deus.


INFÂNCIA
Minha infância, que saudade!
Tempos idos, tempos que lá se vão.
Lembrar disso tudo da saudade
das brincadeiras inocentes,
pés descalços no chão.
Lembro da minha tia, Esmeralda
tirando água na cacimba
colocando roupa no varal.
Lembro das frutíferas árvores no quintal
o meu pai querido reclamando
porque nelas eu subia.
Ele dizia e repetia
desce daí menina, eu vou te bater.
Eu já descia chorando, e me danava a correr.
Lembro
Da minha mãe com um vestido florido
contando historia à luz de candeeiro.
Das brincadeiras de mãe e de comidinha.
Ao lado morava Dona Regina a vizinha
coitada! Reclamava o telhado quebrado
pelas pedras que eu havia jogado.
As empregadas que não me agüentavam
Que iam embora, pois não suportavam
a minha implicância e rebeldia.
Recordo as brigas com o meu irmão
que diariamente acontecia.
Lembro nossa inocência e crendices olhando o céu
esperando a invisível cegonha que não vinha.
E no natal os brinquedos, que nosso pai dizia
Ter sido presentes dados por Papai Noel.
Como é bom lembrar da nossa infância querida
Um pedaço do passado que ficou.
Parte boa da minha vida.
Que saudade!...
Dalva Nascimento